MARTIN CAMPBELL se aprofunda na criação de MEMORY – Entrevista Exclusiva

Uma entrevista aprofundada e exclusiva com o diretor MARTIN CAMPBELL discutindo seu último filme, MEMORY.

Você pode não saber o nome dele, mas certamente conhece o trabalho dele, pois Martin Campbell é o homem por trás dos filmes de James Bond.Casino RoyaleeGoldeneye, assim comoLimite da escuridãoestrelado por Mel Gibson,Além das Fronteirascom Angelina Jolie,Limite Verticalcom Scott Glenn e Bill Paxton, eO Lanterna Verdecom Ryan Reynolds, só para citar alguns. Um mestre em ação, o ponto forte de Martin é nunca perder de vista a história e permanecer fiel a ela e aos personagens, construindo a ação em torno disso.

E é exatamente isso que ele faz com a MEMÓRIA. Ele constrói a ação e os cenários em torno da história e dos personagens, particularmente o personagem de Alex Lewis, interpretado por Liam Neeson.

MEMORY é a história de Alex Lewis, um assassino especialista com reputação de precisão discreta. Ele é o melhor no que faz, ou pelo menos pensa que ainda é. Sua memória está falhando e ele começa a questionar cada ação, questionando-se a cada passo. Mas a única coisa que Lewis nunca perde de vista é sua própria bússola moral. Sim, ele deve caçar e matar pessoas para viver, mas são sempre pessoas “más”. Ele não tira a vida de inocentes. E seja o que for que ele esteja inseguro com seu estado mental atual, ele é inabalável nisso. Ele não mata inocentes ou crianças. Isso o coloca em uma situação precária, pois ele não violará seu próprio código neste trabalho final. Forçado a caçar e matar aqueles que agora querem matá-lo antes que eles ou o agente do FBI Vincent Serra o façam, Lewis está jogando um jogo de gato e rato com apostas que nunca foram tão altas.

Dirigido por MARTIN CAMPBELL com roteiro de Dario Scardapane baseado no livro de Jeff Geeraerts e no filmeO caso de Alzheimerde Carl Joos e Erik Van Looy, MEMORY é estrelado por Liam Neeson como Alex Lewis, um papel feito sob medida para ele nesta fase de sua carreira. Juntando-se a Neeson estão Guy Pearce, Harold Torres, Taj Atwal, Ray Stevenson e Monica Bellucci.

Falar com MARTIN CAMPBELL é pura alegria. Sua experiência e conhecimento estão sempre em exibição tanto na tela quanto na conversa. Seu domínio da narrativa cinematográfica é imenso, assim como sua habilidade com a gramática visual que combina com a história e a performance. Mas se há uma lição que os cineastas podem aprender com Martin é a preparação; pré-planejando cada tomada dentro de cada cena. “É tudo planejado com muito cuidado e pensado.”

Trabalhando com o diretor de fotografia David Tattersall, com quem Martin fez mais do que alguns filmes, os visuais são nítidos, emocionalmente dinâmicos, mas sutilmente matizados em momentos mais calmos, com a iluminação desempenhando um papel importante na definição do tom ambiente para vários personagens e situações. A cor também entra em jogo. Notavelmente, como em muitos dos filmes de Martin, a ação é mantida à distância para que possamos ver a coreografia se desenrolar em oposição ao rápido borrão de braços, pernas e rostos, que tantas vezes acontece com a ação.

Mas a chave para a MEMÓRIA é a autenticidade e a sensibilidade ao desempenho de Alzheimer e Neeson. Tanto Martin quanto Neeson fizeram uma extensa pesquisa sobre a doença de Alzheimer, que Martin incorporou em seus pontos de trama e configurações temáticas, enquanto Neeson captura a verdadeira essência de um homem descendo por aquela toca de coelho de partir o coração. A complexidade de Lewis e do melodrama é o que impulsiona a história com a ação como resultado envolvente. Completando a história está um elenco superlativo, cada um dos quais serve para contrastar com o Lewis de Neeson. As atuações são impecáveis, principalmente de Guy Pearce, Harold Torres e o “pizzazz” de Monica Bellucci.

OUÇA. . .

por debbie elias, entrevista exclusiva 14/04/2022

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